«Cada palavra é uma semente» é o de um dos meus livros preferidos, escrito por Susanna Tamaro. A escritora partilha connosco a utilidade do silêncio, chama-nos de volta ao verdadeiro sentido das coisas e convida-nos a retomar a curiosidade pela beleza inserida no património do universo. Essa beleza que já não vemos nem escutamos...presos que estamos aos prazeres da idolatria.
Pois se cada palavra é uma semente, o que pensar das consequências que tem numa comunidade uma ladainha orientada pelo som das palavras INVEJA e ÓDIO. Sobretudo quando se trata de uma comunidade feita pelo imperativo da língua que a une, para além dos outros laços estabelecidos pelos antepassados, sobre os quais nenhum homem do presente tem a faculdade de julgar, porque ignora, não esteve lá, não podendo assim substituir-se ao outro pelo sentimento que ele mesmo não experimentou (sendo que o elo da comunicação é o único visível que faz com que a comunidade o seja de facto).
É ler para crer : Jogos Perigosos e Imprensa e liberdades em Portugal
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