O poeta da Natureza, do Sensacionismo, substitui o pensamento pela sensação. Mas Jacinto Prado Coelho explica como na poesia de Alberto Caeiro o poeta e o pensador não se excluem, mas coexistem, de uma forma muito peculiar: "há dois Caeiros, o poeta e o pensador, sendo o primeiro que em teoria se desdobra no segundo".
Caeiro evidencia na sua poesia que o poeta não deve pensar sobre o que vê, apenas mostrar o que vê ("Eu não tenho filosofia: tenho sentidos") e que o pensador está para além do poeta. Caeiro tenta colocar em planos diferentes olhar e raciocinar, ou então, confunde-os ("Penso com os olhos e com os ouvidos...").
O poeta preocupa-se com as sensações puras, isto é, para ele, pensar é sentir ("pensar uma flor é vê-la e cheirá-la"). E o que é sentir para Caeiro? É excluir a razão das coisas, ("Procuro dizer o que sinto sem pensar o que sinto"). O poeta do objetivismo afirma-se, ao dizer que se deve recusar a visão pessoal no que se expõe.
O anti-pensador tem uma filosofia, pois indica um sentido para achar a verdade ("E olho para as flores e sorrio.../Não sei se elas me compreendem/ Nem se eu as compreendo a elas/Mas sei que a verdade está nelas e em mim/E na nossa comum divindade/De nos deixarmos ir e viver pela Terra"). Caeiro é assim ultrapassado pelo pensador (E sorrindo vagamente como quem não compreende o que diz /E quer fingir que compreende).
Caeiro evidencia na sua poesia que o poeta não deve pensar sobre o que vê, apenas mostrar o que vê ("Eu não tenho filosofia: tenho sentidos") e que o pensador está para além do poeta. Caeiro tenta colocar em planos diferentes olhar e raciocinar, ou então, confunde-os ("Penso com os olhos e com os ouvidos...").
O poeta preocupa-se com as sensações puras, isto é, para ele, pensar é sentir ("pensar uma flor é vê-la e cheirá-la"). E o que é sentir para Caeiro? É excluir a razão das coisas, ("Procuro dizer o que sinto sem pensar o que sinto"). O poeta do objetivismo afirma-se, ao dizer que se deve recusar a visão pessoal no que se expõe.
O anti-pensador tem uma filosofia, pois indica um sentido para achar a verdade ("E olho para as flores e sorrio.../Não sei se elas me compreendem/ Nem se eu as compreendo a elas/Mas sei que a verdade está nelas e em mim/E na nossa comum divindade/De nos deixarmos ir e viver pela Terra"). Caeiro é assim ultrapassado pelo pensador (E sorrindo vagamente como quem não compreende o que diz /E quer fingir que compreende).