terça-feira, 29 de novembro de 2016

Ponte na Estrada de Ferro Uganda Feita de Aço Americano e construído sob direção americana, África

Esta fotografia, tirada na África oriental nos primeiros 25 anos do século XX, é da Coleção de Frank e Frances Carpenter na Biblioteca do Congresso. Frank G. Carpenter (1855-1924) foi um escritor Americano de livros sobre viagens e geografia mundial cujas obras ajudaram a popularizar a geografia e a antropologia cultural nos Estados Unidos nos primeiros anos do século XX. Composta de fotografias tiradas e reunidas por Carpenter e sua filha Frances (1890-1972) para ilustrar seus escritos, a coleção inclui um número estimado em 16.800 fotografias e 7.000 negativos em vidro e filme. O reino Africano de Buganda tornou-se protetorado Britânico em 1894. Usando mão-de-obra importada principalmente da Índia, os Britânicos construiram a Ferrovia de Uganda entre 1896 e 1901. O trajeto inicial da linha era da cidade portuária de Mombasa, Quénia, até Kisumu, Quénia, na costa oriental do Lago Vitória. A legenda desta fotografia destaca uma contribuição Americana ao projeto. FONTE. Biblioteca Digital Mundial





 

domingo, 22 de maio de 2016

Portugal na Balança da Europa de Garrett, uma gramática de Vieira e uma parte da História de Portugal

A Gramática do Padre António Vieira é um dos muitos livros que pode ser consultado na Biblioteca Digital Mundial numa edicão em inglês: A portuguese Grammar: with the portuguese words publicada em 1827. Mas vale a pena consultar com detalhe Portugal na Balança da Europa escrito por Almeida Garrett, publicado no Porto em 1867 pela editora EM CASA DA VIUVA MORÉ, na Praça de D. Pedro.
 

 
E já agora porque não descobrir factos com muito importantes da Histoire du Portugal et de ses colonies , um livro da autoria de Auguste Bouchot, publicado em Paris em 1854, editado por Librerie de L. Hachette & Ca.    
 
 

Fonte: Biblioteca Digital Mundial - Livros sobre Portugal                                 


A Formação do Império Colonial Português

Em preparação para a esperada conferência de paz após a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério das Relações Exteriores britânico criou um departamento especial responsável pelo planeamento de informações de base que seriam usadas pelos delegados britânicos durante a conferência. A formação do Império Colonial Português é o número 115 em uma série de mais de 160 estudos produzidos por este departamento.
Fonte:Biblioteca Digital Mundial

sábado, 9 de abril de 2016

Angola: a invenção do ódio (IX)

Angola acaba de pedir ajuda ao FMI. Fala-se de um empréstimo de 1,5 mil milhões de dólares que envolverá um pacote negociado de sugestões de reformas na economia. Ainda assim, as autoridades angolanas chamam-lhe "ajuda técnica" e perante notícias em Portugal que optaram por dar à negociação o nome de resgate, o Jornal de Angola saiu à rua com o habitual editorial de insultos aos portugueses, intitulado Os amigos da desgraça visando a comunicação social, a que chama "a imprensa do Rossio".

domingo, 3 de abril de 2016

Angola: a invenção do ódio (VIII)


O Jornal de Angola reincide na arte do insulto a Portugal em mais um editorial intitulado Contra as ingerências que tem como pano de fundo as várias reacções no nosso país e na Europa contra a recente condenação em Angola de 17 jovens activistas angolanos, estudantes universitários, jovens dos musseques de Luanda, músicos e rappers, intelectuais de blogues e sites, que foram acusados e considerados culpados dos crimes de "actos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores". Em Portugal houve muitas vozes que se levantaram contra o exagero das penas e os fundamentos da sentença, mas chumbou no Parlamento português um voto de condenação ao regime angolano, porque não acolheu a adesão dos partidos PCP, PSD e CDS.  Ainda assim, o editorial faz o habitual exercício retórico de "virgem ofendida", recorrendo a uma argumentação tirada decerto do manual de funcionamento de um país imaginário, que desejaria ser um Estado de Direito, mas está muito longe de o conseguir na sua prática corrente. Já para não falar do passado pós-independência e anos seguintes em que a acção do partido no poder em Angola deixa muito a desejar em termos de direitos humanos e liberdades e garantias do povo angolano. O MPLA fez dele um povo amordaçado e sujeito primeiro a massacres e depois à mais desumana miséria, crimes que mereciam a quem os praticou um julgamento à altura de Nuremberga.

 

domingo, 6 de março de 2016

Angola: A invenção do ódio (VII)


Há um novo editorial no Jornal de Angola a insultar os portugueses. O título Vingança de colono diz tudo. Já se estava à espera. Depois da detenção do ex-procurador do Ministério Público Orlando Figueira, por suspeita de ter recebido contrapartidas de milhares de euros para as decisões de arquivamento de processos ligados a altos dirigentes de Angola, tardava a retaliação. Primeiro é pela palavra e depois logo se verá. Se o escândalo tiver como consequência acusações mais graves e mais precisas, lá virão outro tipo de ameaças e retaliações, ao nível do que nos tem habituado o poder que controla Angola. A diferença é que agora já não podem fazer alarde da situação privilegiada que os petrodólares lhes dava há uns meses, pronunciando-se com a arrogância própria de quem se basta a si mesmo, sem precisar de ninguém.
 
Os tempos são outros. Passam os anos e cada vez fica mais à vista que não há sinal de evolução da parte dos que se julgam donos de Angola e, pior, donos da opinião do povo angolano. Falam como se todos  os antepassados e construtores da História de um país  devessem alguma coisa a um poder que se instalou e suga até hoje a liberdade das pessoas. Esquecem que é essa mesma História que os irá julgar. E nenhum dos dirigentes do país desde a sua independência verá o seu nome inscrito na mesma página onde figuram Gandhi, Mandela ou Luther King e os respectivos interlocutores, no apelo conjunto às vantagens da reconciliação. É aliás nesta palavra que se fundamenta a prosperidade de muitos povos que passaram pelas vicissitudes da guerra e das divisões. Imaginar dirigentes que o tivessem sabido fazer em Angola e veríamos como hoje todos lá conviveriam bem mais felizes com cultura, modernidade e progresso. Infelizmente, não foi em nada disso, mas no seu contrário, aquilo em que se transformou Angola.