Os portugueses conversam muito, mas fogem sempre às questões sérias porque não cultivam a opinião própria e preferem falar pela boca dos outros (e muito mal uns dos outros). Um dos passatempos favoritos das elites comentadoras que se constituem em grupos de parasitas do sistema - uma espécie que se reproduz em grande escala - é convencerem a maioria sem credo nem opinião de que a melhor maneira para enfrentar uma crise (política ou outra) é a ruptura. E, como faz parte da natureza dos portugueses enfiarem a cabeça na areia e acreditarem em milagres, juntam-se logo todos em coro para pedir a cabeça dos que os lideram ou governam. Caem sempre no mesmo logro. A insanidade tal como a definiu Einstein tomou definitivamente conta dos portugueses que ainda acreditam que "fazer a mesma coisa com os mesmos métodos repetidamente levará a resultados diferentes". Inventem-se alternativas.