Sempre me pareceu que em Portugal tudo se organiza, tudo se constrói, tudo se analisa, segundo uma espécie de lógica invertida, isto é, "de pernas para o ar". Eu até costumo dizer por graça: «As coisas não funcionam? Pois, bastava pegar nisto tudo e virar-se ao contrário e corrigia-se de uma vez!» Isto para dizer que o sentido prático é inexistente. Organização? Nem pensar!
Cada vez que alguém fala em organizar seja o que for, estraga logo a pouca ordem que estava estabelecida. Mas para que fique bem claro o que tenho observado neste Portugal onde desembarquei nos anos 70 e onde até hoje não consegui superar a estranheza do lugar, vou encher algumas das próximas páginas com observações concretas desse modo de ser, de pensar e de agir, a que chamo "de pernas para o ar".
Cada vez que alguém fala em organizar seja o que for, estraga logo a pouca ordem que estava estabelecida. Mas para que fique bem claro o que tenho observado neste Portugal onde desembarquei nos anos 70 e onde até hoje não consegui superar a estranheza do lugar, vou encher algumas das próximas páginas com observações concretas desse modo de ser, de pensar e de agir, a que chamo "de pernas para o ar".
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