Os jogadores de futebol são como os actores. Há imensos bons e muito bons, até excelentes, mas estrelas que arrastam multidões há os que há e ponto final. É assim, não se explica. Neste Mundial de 2014 contaram-se pelos dedos os jogadores com esse estatuto. Messi foi o único dos jogadores-estrela na competição a alcançar a Final. De um e de outro lado, no derradeiro jogo, por motivos opostos claro, todos tinham os olhos fixos nele. Faz parte do fenómeno que rodeia as estrelas. Antes do encontro decisivo para o título mundial, Messi tinha sido nomeado para melhor jogador do Torneio tendo em conta o seu trajecto na competição: quatro golos apontados, uma assistência para um golo decisivo, dois pênaltis marcados, um em cada apuramento por essa via a que a equipa da Argentina foi sujeita . Ou seja, era candidato em igualdade de condições com os restantes nomeados para ganhar a bola de ouro. E ganhou-a. Mas, surpreendentemente, levantou-se uma onda de contestação à escolha de Messi como melhor jogador do Mundial do Brasil. Pergunta-se: enquanto finalista, não teria a Argentina direito a que um dos seus três nomeados ganhasse esse título individual? Porquê? Ou teria de ser a Alemanha a juntar a bola de ouro ao prémio colectivo de Campeã do Mundo? Até poderia, mas esse não é um critério obrigatório na decisão. Se fosse, ficaria também por premiar o desempenho dos argentinos individualmente na sua escalada até ao segundo lugar do podium? Assim, mesmo não conhecendo o critério que levou o júri a eleger Messi, achei natural a atribuição. Como teria achado natural que qualquer um dos outros nomeados fosse o escolhido. Não percebo, pois, a polémica em torno do título atribuído a Messi, tratando-se ainda por cima de um dos melhores jogadores do Mundo da actualidade e que jogou com serenidade, com espírito de equipa, com fair-play e ambição. E contribuiu de forma decisiva para que a sua equipa chegasse à Final.
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Mundial de Futebol 2014: MESSI e a polémica sobre a Bola de Ouro
Os jogadores de futebol são como os actores. Há imensos bons e muito bons, até excelentes, mas estrelas que arrastam multidões há os que há e ponto final. É assim, não se explica. Neste Mundial de 2014 contaram-se pelos dedos os jogadores com esse estatuto. Messi foi o único dos jogadores-estrela na competição a alcançar a Final. De um e de outro lado, no derradeiro jogo, por motivos opostos claro, todos tinham os olhos fixos nele. Faz parte do fenómeno que rodeia as estrelas. Antes do encontro decisivo para o título mundial, Messi tinha sido nomeado para melhor jogador do Torneio tendo em conta o seu trajecto na competição: quatro golos apontados, uma assistência para um golo decisivo, dois pênaltis marcados, um em cada apuramento por essa via a que a equipa da Argentina foi sujeita . Ou seja, era candidato em igualdade de condições com os restantes nomeados para ganhar a bola de ouro. E ganhou-a. Mas, surpreendentemente, levantou-se uma onda de contestação à escolha de Messi como melhor jogador do Mundial do Brasil. Pergunta-se: enquanto finalista, não teria a Argentina direito a que um dos seus três nomeados ganhasse esse título individual? Porquê? Ou teria de ser a Alemanha a juntar a bola de ouro ao prémio colectivo de Campeã do Mundo? Até poderia, mas esse não é um critério obrigatório na decisão. Se fosse, ficaria também por premiar o desempenho dos argentinos individualmente na sua escalada até ao segundo lugar do podium? Assim, mesmo não conhecendo o critério que levou o júri a eleger Messi, achei natural a atribuição. Como teria achado natural que qualquer um dos outros nomeados fosse o escolhido. Não percebo, pois, a polémica em torno do título atribuído a Messi, tratando-se ainda por cima de um dos melhores jogadores do Mundo da actualidade e que jogou com serenidade, com espírito de equipa, com fair-play e ambição. E contribuiu de forma decisiva para que a sua equipa chegasse à Final.
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